
Ministério da Saúde inicia investigação rigorosa sobre reações adversas; doses aplicadas superam 500 mil
O Ministério da Saúde suspendeu, na segunda-feira (8/6), a aplicação da vacina contra a dengue do Instituto Butantan. A medida preventiva ocorre após o registro de 42 reações adversas graves e dois óbitos em investigação.
Até o momento, não há comprovação de causalidade entre as mortes e o imunizante.
Os registros ocorreram em um universo de aproximadamente 501.044 doses aplicadas no Brasil desde janeiro, a maioria em profissionais de saúde.
Matematicamente, a incidência de reações severas é de 0,008%, o que equivale a oito casos para cada 100 mil vacinados.
Entre as notificações, três casos graves estão sob análise aprofundada, incluindo dois óbitos. Até o momento, as investigações não encontraram elementos suficientes para comprovar uma relação de causalidade entre o imunizante e as mortes.
Outras 3.703 pessoas (0,7%) relataram sintomas leves semelhantes aos da dengue.
A interrupção atinge profissionais da atenção primária e municípios de estratégias ampliadas, como Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE).
O governo orientou que as doses remanescentes sejam mantidas em rede de frio e não descartadas.
Enquanto isso, a Anvisa, o Ministério e o Butantan realizam análises técnicas e convocam um comitê de especialistas para aprofundar os estudos de farmacovigilância.
A medida não afeta a vacina Qdenga, oferecida para crianças e adolescentes na rede privada.
Pessoas vacinadas nos últimos 21 dias devem monitorar sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos e sangramentos.
O objetivo das autoridades é identificar possíveis fatores de risco para reavaliar a segurança e a continuidade da estratégia vacinal com o imunizante de dose única.